Sara Parreira, enfermeira coordenadora na CUF Oncologia, destacou o papel privilegiado do enfermeiro no rastreio nutricional dos doentes oncológicos, assim como na desmistificação de alguns mitos que ainda prevalecem, ao nível da alimentação/nutrição, nesta população.
De acordo com a palestrante no simpósio promovido pela Danone Nutrícia na AEOP16 – moderado pela diretora médica da companhia, Marta Costa –, “abordar o estado nutricional do doente oncológico é tarefa do enfermeiro e esse rastreio deve ser feito o mais precocemente possível”.
Por sua vez, Elsa Madureira, nutricionista no Centro Hospitalar Universitário de São João, congratulou-se com o facto de haver cada vez mais informação disponível no que respeita à importância da nutrição na gestão da doença oncológica, alertando, porém, para o elevado nível de desinformação (informação desatualizada, não-baseada em evidência ou falsa) que grassa na Internet, fonte privilegiada de pesquisa neste âmbito.
“A desinformação é muita e está muito facilmente disponível. A maioria desta informação é perigosa para quem a consulta, podendo ter um impacto negativo nestes doentes”, alertou, recomendando fontes seguras de informação, tais como os sites de entidades governamentais e organizações/associações de saúde ou, ainda, guias informativos como aqueles que o site da Danone Nutrícia disponibiliza de forma gratuita aos doentes e aos profissionais.
Com a ajuda da assistência, procurou-se clarificar algumas ideias erróneas que persistem no que concerne à relação entre alimentação/nutrição e doença oncológica, tal como a ideia falsa de que há alimentos que curam o cancro ou de que os iogurtes proteicos são semelhantes à suplementação nutricional oral.
Os benefícios de uma prescrição atempada e adequada de um suplemento como o Fortimel – cuja vasta gama permite responder a uma panóplia de diferentes necessidades (destaque para o Fortimel Compact Protein, com sabores dirigidos às alterações de paladar) – foram também salientados no contexto da avaliação nutricional do doente oncológico.
Houve ainda espaço à partilha do testemunho pessoal de Cristina Pereirinha, sobrevivente oncológica que, confessou: “Quando fui diagnosticada a primeira coisa que pensei foi no que tinha que deixar de comer”.
No final dos tratamentos, recordou, “tive herpes, aftas e o meu céu-da-boca triplicou de tamanho… a última coisa que me apetecia era comer, mas sabia da importância de me nutrir e seguia à risca os conselhos da equipa de enfermagem, que para mim são lei!”.
Cristina reforçou a importância de sessões como esta da Nutrícia para os enfermeiros estarem a par de opções que podem fazer a diferença no cuidado ao doente oncológico.