Simpósio Lilly: Papel do abemaciclib na heterogeneidade do cancro da mama metastático HR+/HER2-

A enfermeira Florinda Peito moderou o simpósio promovido pela Lilly na AEOP16, dedicado à apresentação dos dados de eficácia e segurança do abemaciclib no cancro da mama precoce e no cancro da mama localmente avançado e metastático que, por sua vez, esteve a cargo de Rui Dinis, médico oncologista do Hospital de Évora.

O abemaciclib, em combinação com terapêutica endócrina, está indicado no tratamento adjuvante de doentes adultos com cancro da mama precoce com recetor hormonal (HR)-positivo, recetor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2)-negativo, com gânglios positivos e com elevado risco de recorrência. Os dados que suportam esta indicação decorrem do estudo monarchE.

Este inibidor das cinases dependentes da ciclina 4 e 6 está também indicado no tratamento de mulheres com cancro da mama localmente avançado ou metastático com recetor hormonal (HR)-positivo e recetor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2)-negativo, em combinação com um inibidor da aromatase ou fulvestrant como terapêutica endócrina inicial, ou em mulheres que receberam anteriormente uma terapêutica endócrina. A evidência que baseia esta indicação decorre dos ensaios clínicos MONARCH 2 e 3.

De acordo com Rui Dinis, o mecanismo de ação do abemaciclib apresenta uma maior afinidade CDK4 (e CDK9), exposição contínua (senescência e apoptose) e ultrapassa barreira hemato-encefálica. Também o seu “perfil de toxicidade é diferente, com menor aplasia medular, cardiotoxicidade ou hepatotoxicidade significativas, diarreia gerível e limitada no tempo e sem novos sinais de alarme nas mais recentes atualizações”, concluiu o médico.